sábado, 23 de outubro de 2010

Em que você pode me ser útil?

Amizade... Relação afetiva entre duas pessoas ou mais. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou namorados, pode ser também uma relação de amizade.


Infelizmente esta definição de amizade esta sendo cada vez mais ignorada, redefinida... Hoje percebemos que grande parte das pessoas define a amizade como uma troca de interesses, ou seja, as pessoas não escolhem suas amizades por afinidade, mas sim pelo que outros indivíduos possam lhes oferecer. Em que podem lhes ser úteis ou não.


A vida de algumas pessoas é movida por interesse, em muitos casos o que importa não é a qualidade dos amigos que possui, mas sim a quantidade, e o que eles oferecem a ela. Quando alguém me conhece, percebo que em alguns momentos, se espantam ao observar que possuo poucos amigos, mas posso ser sincera ao dizer, que estes amigos podem contar comigo, pois sou fiel a eles. Quando não gosto de alguém, esta pessoa pode ter certeza que de alguma forma ela saberá disso. Minhas ações irão dizer muita coisa.


A imagem perfeita da falsidade humana são as temíveis festas no final do ano. Os temíveis amigos secretos. Pois é! Temíveis por quê? Pois são cenas clássicas do interesse, da falta de honestidade. Impossível você possuir afinidade com todas as pessoas que estão ao seu redor. Já vi casos em que durante todo o ano, as pessoas sequer conversam umas com as outras, mas no final do ano tratam-se como amigos de infância, tudo com a intenção de que o presente seja algo de muito valor. Na hora se abraçam, conversam um pouco, vão para a festa, dançando e trocando gostos que antes não possuíam. Quando tudo isso acaba, uma volta a odiar a outra. Em casos mais extremos na mesma festa você consegue pegar alguém falando mal do outro. Isto seria engraçado se não fosse trágico.


Já fui por muito tempo o tipo de pessoa que tolera muita coisa, ou tenta ser amiga de todos. Conheço pessoas assim... Cansei deste papel, não me interessa mais ter este tipo de comportamento. Percebi, no meu caso, que prefiro ter poucos amigos, ser chamada de anti-social, do que ser movida por interesse, por intenções falsas. Claro que posso não gostar de alguém, quando a conheço melhor meu interesse pode mudar, minha opinião muda. Quando você tem esta ação, isto é normal. Agora... Quando você deixa claro que não gosta de alguém, o chama de amigo, e é capaz de traí-lo pelas costas, esta sim é uma ação errada. Se conheço alguém assim, que faz isso com os outros, nada impede que dependendo do seu interesse, ela possa fazer o mesmo comigo.


A amizade é algo tão significativo em nossas vidas, que devemos tomar cuidado ao escolhermos quem está ao nosso lado. Ao lado de pessoas que querem nosso bem, acontece um crescimento entre ambas as partes, uma tende a ajudar a outra, a incentivar ou avisar de possíveis perigos na vida. O que não ocorre em amizades falsas, uma das partes pode diminuir a importância de tudo o que você faz. Se você percebe alguém que sempre denigre tudo o que você diz ou a maneira que vive, cuidado, pode ser uma amizade falsa. Quando algum amigo consegue alguma vitória em sua vida, é normal que nós fiquemos felizes, no entanto quando você percebe que as pessoas que chama de “amigos” não esboçam nenhuma reação, ou só julgam seus atos, existe algo errado.


Estou em um momento da minha vida que decidi rever minhas amizades. Em algumas delas percebo estas intenções falsas que acabei de relatar, está na hora de avaliar o que realmente importa. E se você percebe que possui alguma amizade falsa, sugiro que faça o mesmo, do contrário somente o seu crescimento pessoal será afetado.







sábado, 16 de outubro de 2010

Entre o bem e o mal? Fico com os dois...

Normalmente quando descrevemos uma pessoa, uma das características citadas seria se ela possui a maldade ou a bondade como principio em sua vida... Como estas duas definições são variáveis do ponto de vista de quem está julgando, esta ação pode se tornar um equivoco. 


Grande parte das pessoas gosta de levar como descrição a bondade. Isso é estranho, pois na maioria das vezes suas ações são contrárias ao que estão pregando. Quando estas mesmas pessoas têm como descrição a maldade elas se tornam agressivas, ameaçadoras ou negam tudo o que fizeram. Isso não parece um comportamento maldoso?


A maldade quando é usada como descrição, como já foi dito, se torna um incômodo. Entretanto considero a maldade em alguns momentos de nossa vida necessária, pois mostramos nosso posicionamento em algumas situações ou defendemos de forma egoísta algo, o que uma pessoa considerada boa em alguns momentos mostra dificuldade em fazer. Isso pode parecer estranho, mas a maldade dependendo de como é aplicada, pode nos fazer bem, não nos deixando tolos, não nos transformando em fantoches de pessoas oportunistas.


Já vi casos em que pessoas usam as outras para obter tudo o que desejam, e estas pessoas consideradas “boas” não fazem nada, não manifestam seu incômodo diante deste comportamento, pois consideram que se falarem algo, disserem não pelo menos uma vez, serão consideradas egoístas, malvadas, individualistas. Sinto lhes dizer, mas estas últimas características são necessárias algumas vezes em nossas vidas.


A maldade e a bondade no ser humano devem estar em equilíbrio. Uma destas características não pode ser encontrada sozinha ou em excesso. Venho trabalhando nisso, e me deparo com pessoas que me julgam por este comportamento. Não me importo com isso, quando sou considerada uma pessoa má, ignoro estes comentários, mesmo por que o mal como já foi dito é relativo. Meu comportamento para algumas pessoas é o errado, e para outras é o certo. Se eu for levar em consideração o que cada um pensa, não consigo viver...


Como exemplo de como a maldade e a bondade podem ser algo variável temos uma situação que sempre ocorre comigo. Costumo deixar claro quando não gosto de uma pessoa, mesmo que não fale, minha expressão facial vai mostrar isso. Para algumas pessoas o certo seria tolerar esta pessoa que não gosto e desconsiderar meus sentimentos negativos, me tornando assim uma pessoa boa. Agora vamos ver por outro ângulo, se ignoro o que sinto, faço mal para mim mesma, já estou ai me tornando uma pessoa maldosa... E estou sendo falsa também, outra característica da maldade... Entretanto se esta pessoa de quem não gosto percebe meus sentimentos por ela, estou sendo sincera, uma característica da bondade... Percebe como tudo é variável?


Pessoas que se intitulam como “boas”, não merecem minha confiança, ainda mais quando percebo que possuem algum preconceito ou julgamento em relação a algo ou alguém. Me desculpe, mas isso é considerado uma atitude boa? Acho que não... Seria mais fácil se elas assumissem este lado “mal”, poderiam até abandonar seus preconceitos e julgamentos, se os conhecessem mais a fundo, os assumissem. Quando você os ignora, acha-os normais, e os considera bons, este é o problema.

Possuo os dois lados, e não pretendo abandoná-los.

E você tem o bem ou o mal? Eu fico com dos dois...